Casos de esporotricose colocam Zoonoses em alerta

Em 3 meses, município registrou 10 casos da doença em animais e 1 caso em humano; saiba o que é e como tratar

O aumento nos casos de esporotricose tem preocupado a Vigilância em Zoonose de Artur Nogueira. Isso porque, no período de janeiro a março de 2022, o departamento já registrou 10 casos da doença em animais e 1 em humano. Já em 2021, houve apenas 1 registro durante os 12 meses em animal.

A médica veterinária Larissa Mandaio desta que o aumento significativo pode estar atrelado à falta de informações sobre a doença e, consequentemente, a não prevenção. Pensando nisso, a profissional respondeu as principais dúvidas sobre a esporotricose, como tratamento e diagnóstico. Ela destaca que, em casos de suspeita, o morador deve entrar em contato com a Zoonose pelo telefone  (19) 3877-1505.

Você conhece a esporotricose?

A esporotricose é uma micose da pele e pode ser transmitida ao homem pelo contato com várias espécies de animais silvestres e domésticos, como cães e gatos. Os gatos são considerados os mais suscetíveis, adoecem e podem morrer.

Os fungos do Complexo Sporothrix são encontrados nos componentes do meio ambiente como terra, árvores, plantas, palhas, madeiras úmidas e, particularmente, nas regiões de clima quente e úmido.

A esporotricose é considerada zoonose, e a infecção nos seres humanos ocorre quando há a penetração do fungo na pele por meio de ferimentos ou cortes, assim como pelo contato direto com feridas dos animais doentes, pela arranhadura e mordedura de animais. Tanto gatos doentes quanto sadios carregam na boca e nas unhas os fungos provenientes dos hábitos de esfregar-se no solo, enterrar excretas e afiar unhas. A infecção dos animais também se dá pela penetração na pele devido a arranhões e mordeduras, principalmente em brigas.

Como posso suspeitar que meu animal está com esporotricose ?

Nos animais, as lesões iniciam-se comumente nas patas, cabeça ou base da cauda, eventualmente a região da boca e dos olhos. São semelhantes a feridas devido a brigas, principalmente em gatos machos livres; o que confunde o proprietário do animal. Iniciam-se como feridas crostosas e com pus que não cicatrizam e não respondem ao tratamento com antibióticos.

Essas lesões se espalham por todo o corpo, devido ao hábito de higiene que os felinos tem de se lamber, o que agrava o quadro para a esporotricose generalizada, atingindo pulmões, fígado, trato gastrintestinal, sistema nervoso central, baço, ossos, articulações, rins, testículos, mama e linfonodos. Os animais apresentam febre, prostração, falta de apetite e emagrecimento progressivo, e morrem.

Como suspeito se estou com esporotricose?

Após o fungo penetrar na pele das pessoas, entre poucos dias a três meses, surge um caroço ou nódulo pequeno que aumenta de tamanho lentamente, formando uma ferida recoberta com crostas ou úlcera que não cicatriza e com discreto comprometimento do gânglio regional, a íngua.

As primeiras lesões ocorrem geralmente nos braços e no rosto, e mais raramente na boca e nos olhos. Pelo menos duas formas de esporotricose podem ser evidenciadas: as restritas à pele, que são as mais freqüentes, e as formas extracutâneas, que afetam outros órgãos e são mais raras e graves.

A forma extracutânea atinge outros órgãos como pulmão, testículos, ossos, articulações e sistema nervoso. Nesta forma, a contaminação inicial costuma ser por ingestão ou inalação do fungo. As formas mais graves são mais frequentes em pessoas com diabetes, que fazem uso prolongado de corticóides e imunossuprimidas.

Qual o tratamento da esporotricose para animais e seres humanos?

O emprego de antimicótico por via oral durante meses ou anos deve ser receitado pelos profissionais habilitados, médicos-veterinários e médicos. Para os animais, o medicamento deve ser administrado misturado ao alimento palatável de consistência pastosa, como patês ou ração úmida, para evitar a manipulação e risco de infecção dos tratadores no momento de medicar. Casos de reinfecção ou reincidência podem ocorrer, devendo-se então reavaliar o animal e reiniciar a medicação.

Nas formas graves, onde a infecção se propaga por todo o organismo e puser em perigo a vida da pessoa, pode ser necessário tratamento com antimicótico por via venosa.

Como é efetuada a prevenção e o controle?

As ações de prevenção e controle da esporotricose animal dependem dos diagnósticos clínico e laboratorial precisos, e do correto tratamento, incluindo o tempo necessário e as orientações prescritas pelo médico-veterinário.

Na suspeita de infecção humana, a pessoa deve ser encaminhada aos serviços médicos de saúde. Os trabalhadores que lidam com jardins e terra devem usar luvas e até máscara e procurar a assistência médica caso apareçam feridas na pele. Até agora, não existem vacinas contra a esporotricose tanto para animais quanto para os seres humanos.

Os animais em tratamento devem ficar isolados em local seguro, mantendo o ambiente sempre limpo e desinfetado. Para execução de todas as tarefas de lida com animais doentes e seu ambiente, deve-se usar luvas e máscara. As feridas dos animais não deverão ser cobertas com curativos. Os animais não poderão tomar banho.

Animais infectados nunca devem ser abandonados e caso venham a morrer deverão ser cremados e jamais enterrados. A castração de felinos saudáveis evita que saiam de casa e venham a se infectar.

Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Artur Nogueira

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